O ministro do Ambiente e Ação Climática, Carlos Pinto Pereira, defendeu esta segunda-feira a necessidade de a Guiné-Bissau reforçar os instrumentos técnicos e institucionais que permitam ao país aceder de forma mais eficaz aos financiamentos climáticos e para a biodiversidade.
A posição foi expressa na abertura de um ateliê de reforço de capacidades para o acesso ao financiamento climático e à biodiversidade na Guiné-Bissau, promovido pela Direção-Geral do Fundo Ambiental. A formação decorre no âmbito da implementação do protocolo de acordo de subvenção celebrado entre o Instituto da Francofonia para o Desenvolvimento Sustentável e o Fundo Ambiental.
Na sua intervenção, o governante sublinhou que o acesso aos financiamentos climáticos não depende apenas da diplomacia ambiental, mas exige também a preparação de mecanismos adequados e o envolvimento coordenado de vários setores governamentais.

“Os desafios ambientais da Guiné-Bissau requerem uma ação concertada entre diferentes ministérios e instituições do Estado”, afirmou.
Carlos Pinto Pereira considerou ainda que a Guiné-Bissau reúne condições para beneficiar de um maior apoio da Organização Internacional da Francofonia, tendo em conta os esforços desenvolvidos pelo país na preservação dos seus ecossistemas e recursos naturais.
O ministro manifestou a expectativa de que, ao término dos cinco dias de formação, o país esteja mais capacitado para apresentar candidaturas competitivas e cumprir os requisitos exigidos pelos diferentes mecanismos internacionais de financiamento ambiental.
Segundo explicou, o objetivo é permitir que a Guiné-Bissau se qualifique como entidade apta a aceder diretamente aos fundos destinados ao combate às alterações climáticas e à conservação da biodiversidade.
Durante o encontro, Carlos Pinto Pereira destacou igualmente a qualidade dos dados produzidos pelo setor ambiental guineense, referindo que o país dispõe de informações estatísticas, técnicas e científicas credíveis para apoiar a formulação de políticas públicas e a mobilização de recursos.
O governante anunciou ainda que a Guiné-Bissau deverá apresentar, ainda este ano, pelo menos dois relatórios nacionais que retratam de forma detalhada e fiel a situação ambiental do país.